Eis que terminou a Campus Party [o texto está 'atrasado', eu sei, mas foi uma correria insana]. Para uma primeira vez, legal poder dizer “Sobrevivi”. É uma experiência intensa, tanto fisicamente, como psicologicamente. Diversos assuntos, debates, palestras, oficinas e, principalmente, conversas. As que não estão na programação oficial, nem na “desconferência” programada. A oportunidade de encontrar tanta gente bacana e conhecida, em um só lugar, é rara. Talvez seja essa uma das principais coisas que fazem a CParty: as pessoas, claro. Por isso, o último texto é um pouco diferente. Não “o que faz a CParty”, mas “o que a CParty faz”.
Dentre tantas coisas, aproxima pessoas. Às vezes, para além do contato esporádico pós-evento e amizade. É o caso de Pedro Jansen e Sabine Araújo, que começaram a conversar na edição do ano passado da CParty e estão juntos até hoje. Eles já haviam se cruzado em eventos, mas… melhor deixar o Jansen contar:
“Sabine e eu já conversávamos há algum tempo. Primeiro via DMs do Twitter, depois via GTalk e finalmente, em um dos dias da Campus Party de 2009, a vi chegando com a mochila Adidas preta nas costas, sorrisão no rosto e uma franja lindíssima. Passou por mim, reconheci-a, ela me reconheceu, trocamos um ‘oi’ tímido e ela foi sentar perto dos amigos dela. Eu, trabalhando no evento que nem doido, estava um pouco mais isolado.
Talvez tenha sido por isso que a gente engatou mais uma conversa via GTalk. Ou talvez tenha sido timidez mesmo, porque no virtual tudo é muito bom, tudo é muito legal, mas no cara a cara a coisa fica mais tensa. Só a proximidade já deixou tudo mais tenso, a conversa nem engatava direito. Mas é como diz um amigo meu: ‘Eu tenho esses anos todos nas costas e barba na cara. vou dar uma de menino pra quê?’. Cansei de dar uma de menino e convidei-a para um suco. Saímos das bancadas e, no suco, ela me deixou falar desatinado. O que é totalmente injusto, já que o sotaque dela é muito mais gostoso do que o meu.
Depois de tanto falar, voltamos ao trabalho e passou. No outro dia, na real, já para o fim do dia, surgiu o convite para uma ida ao Tortulla, tomar cervejas com o Edney e falar mal da internet. Estava lá o que se pode chamar de GALERE. Gente saindo pelo ladrão e ela lá no meio, tomando Guinness, franjona carinhando a testa e olhinhos miúdos observando. Papo vai, papo vem, rolou um selinho. Um único selinho, depois mãos dadas, depois táxi dividido, depois pufes, depois sono, depois bom dia, depois café da manhã com broinha e café, depois ônibus pra casa, depois é história e agora já são onze meses de casados”.
Evento bom não é só aquele que é feito por pessoas, mas também aquele que faz parte da história de vida das pessoas. Se você não esteve presente esse ano na CParty a sua sorte é que haverá mais uma, no ano que vem. Com certeza nos encontraremos lá, para escrever mais um capítulo na história da Polvora! e das pessoas que se relacionam conosco.
























