A mediadora Bia Kunze questionava os participantes da mesa sobre Mobilidade, ao mesmo tempo que o blogueiro Pedro Cardoso twittava as declarações e publicava as fotos do painel em seu Flickr. Assim como ocorre em todo o Campus Blog, os participantes estavam mais para usuários do que para espectadores e fizeram uma cobertura em tempo real do evento. Aliás, coberturas e outros trabalhos jornalísticos ocuparam boa parte do debate que contou com Juliana Vilas, da Época São Paulo, Rafael Sbarai, consultor de novas mídias da Veja, Henrique Martins, do Zumo, e Eduardo Brandini, que coordena o projeto Repórter Celular da Bandeirantes.
“O assunto me interessa. Escrevo sobre mobilidade e o foco do painel é exatamente esse. Me interesso por tudo que cabe no bolso e faz algo bacana”, revelou Rodrigo Toledo, um dos espectadores do painel. Enquanto ele tirava fotos da mesa, Bia frisava não apenas o momento, mas as tendências do campo. “Vivemos uma fase mobilizadora e, ao mesmo tempo, não sabemos como vai ser. Ninguém pode dizer o que será a mobilidade em dez anos”. E a discussão não ficou só por aí.
A partir da metade da palestra, alguns espectadores saíram e outros, mais interessados nas discussões sobre jornalismo e mobilidade, chegavam e participavam da discussão. A jornalista e blogueira Cris Dissat foi uma das que chegou pela metade. Cris participa do Campus Lab com um projeto do Fim de Jogo, que cobre tudo o que ocorre nos arredores do Estádio Maracanã.
“Achei a palestra muito boa, especialmente porque teve esse foco em jornalismo e desenvolvimento. Ajudou muito no que penso para o meu projeto e acho que foi um debate importante. Acredito que quando o assunto é o jornalismo colaborativo, não basta apenas estar na hora certa. Tem que ter a presença de espírito e registrar. Existe muita gente que tem isso e não é jornalista e muito jornalista não tem”, opinou. Cris ainda comentou com Brandino sobre a segurança de quem faz denúncias. A blogueira já presenciou brigas de torcida e outras situações em que corre risco. “A gente não divulga, mas também apanhamos”, revelou o profissional da Band.
Para Samantha Almeida, profissional de planejamento publicitário, a discussão ressaltou detalhes importantes para qualquer projeto com foco em conteúdo. Estilista por formação, ela trabalha com a inclusão digital através do Hip Hop no coletivo A Firma Produções. Uma estranha no ninho?
“Esperava algo mais técnico, mas fiquei positivamente surpreendida. A preocupação foi em como discutir problemas e percebi que isso é indispensável para o meu projeto. O futuro de qualquer conteúdo é mobile. É importante pensar em mobilidade porque as novas gerações possuem pessoas cada vez integradas às tecnologias.”























