Painel Mídias Sociais nas Corporações contou com Fábio Seixas como moderador

“Mídia Social é escutar os outros.” A frase dita por Marcelo Vitorino, da agência Insight, durante o Painel Mídias Sociais nas Corporações deu a tônica do debate e da opinião dos espectadores. Durante as duas horas de discussões, Roberto Machado, Oswaldo Gouvea e Stello Tolda, do Mercado Livre, com a mediação de Fábio Seixas, ponderaram a necessidade de que empresas não apenas falem, mas especialmente, escutem a web colaborativa.

Unanimidade? Talvez quando se fala no que as corporações devem fazer, mas a discussão esquenta quando o assunto é como fazer. “Não basta saber o que falar, mas como falar”, complementou Tolda, sob a aprovação do público.

Entre os palestrantes foi consenso de que as corporações ainda aprendem a interagir com os usuários. Vitorino lembrou que uma promoção que premiava as 100 melhores frases enviadas se tornou uma crise quando alguns participantes contestaram o fato da maioria dos vencedores ser de São Paulo. “Quase 80% dos participantes era daqui. Não havia como a maioria dos premiados não ser paulistas e foi complicado explicar isso para cada pessoa”, explicou Vitorino. Para João Pedro Alves, da Agência Alfa, a principal preocupação é qual argumento as empresas vão usar para interagir nas mídias sociais e qual a legitimidade dele. “O que não dá para fazer é plantar sementinha. “Ah, agora vamos falar bem. Não adianta contratar 50 blogueiros para falarem bem que não vai dar certo”, opinou Vitorino.

Fabiola Amorim, da Talk Interactive, questionou se as idéias mudam para o campo da telefonia móvel

“Queria saber se o que se fala em mídias sociais, pode ser usado em telefonia móvel”, questionou Fabiola Amorim, da Talk Interactive. Oswaldo Gouvêa explicou que os princípios funcionam da mesma forma: “A tendência é ter uma dinâmica de relacionamento contínua e que seja independente do dispositivo de acesso, com a convergência digital”.

Dessa forma, as empresas ficariam mais focadas em criar uma relação, seja por uma comunidade ou por um blog. Porém, para alguns, esse panorama ainda está um pouco longe. Tatiana Araújo, consultora de marketing digital, lembrou que o fosso ainda existe:

Acho que os palestrantes estão integrados nesse meio, mas também sabem como as empresas estão distantes. Para quem trabalha com mídias sociais, o principal desafio é mostrar às empresas como elas podem atuar ali e tentar alinhar isso às suas metas. Tem muita gente animada, mas muita corporação prefere continuar da mesma forma.

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