Eis que chegamos ao quarto dia. O destaque de hoje, infelizmente, não foi algo que participei. Mas a nossa amiga Bia Granja, editora-chefe da revista PIX, esteve na coletiva de imprensa da Telefônica, principal patrocinadora da Campus Party. Segundo o departamento de Web e Rede Social da empresa espanhola, apesar da Telefônica trazer o “tel” no nome, é uma marca de internet, que vende web. Por isso, estar em redes sociais não é uma opção, mas já faz parte do core business.
Apesar de ser uma multinacional de proporções gigantescas, a Telefônica teve que se voltar para a ponta dos negócios, o consumidor final. Depois da Anatel ter proibido a venda de assinaturas do serviço de banda larga Speedy, a companhia teve que repensar sua estratégia, já que constantemente bate recordes de reclamações no Procon. Uma das iniciativas é coletar o que a própria rede está falando da Telefônica. Quando um assunto polêmico cai na web, a empresa acompanha as respostas e comentários em um determinado tempo, para ser avaliado por analistas. Uma outra política implementada pela Telefônica: se ela faz bem alguma coisa, não precisa, necessariamente, interagir com o cliente via Twitter. Para isso existe a plataforma do RP 2.0. A proposta do canal é complementar a comunicação com o cliente e utilizar a inteligência colaborativa do usuário com o desenvolvimento.
Dessa forma, volta-se para uma rede cada vez mais ‘pessoal’ e interativa, não só no formato do conteúdo, mas também no desenvolvimento dele, além de ferramentas, aplicativos e soluções para problemas trazidos pela própria rede social. Esse novo paradigma da Telefônica pode ser a saída ideal para uma empresa que, muitas vezes, é criticada por não se importar com o cliente final, quando justamente tentará trazê-lo para perto de si, não apenas em uma relação comercial e de aproximação, mas de parceria e desenvolvimento.
























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